Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011
Crianças precisam de mais ajuda para bloquear ameaças online, afirma estudo Europeu sobre Internet
Banner do projecto EU Kids Online

Sob o título "Children need more help to block online threats says European internet study", recebi ontem um comunicado de imprensa do Projecto EU Kids Online que transcrevo abaixo, traduzido para Português:

 

As empresas Internet deviam fornecer mais formas das crianças bloquear, filtrar ou denunciar conteúdos e contactos online alarmantes, recomenda um novo estudo desenvolvido para a Comissão Europeia.

 

O relatório sugere que crianças e pais sentem-se mais tranquilos quando lhes são dadas ferramentas que lhes permitem agir contra perigos online como o bullying, conteúdos de cariz sexual ou estranhos invasivos. No entanto, muitas vezes não usam as opções disponíveis (incluindo conselhos de segurança online ou os chamados "botões de pânico" disponibilizados pelos sites de redes sociais) e a indústria podia fazer mais para promover a sua utilização.

 

Mais de 25.000 crianças Europeias (e um dos seus pais) foram entrevistados para o estudo, EU Kids Online, baseado na London School of Economics and Political Science, financiado pelo Safer Internet Programme da Comissão Europeia.

 

O estudo revelou que enquanto 70 por centos dos pais falam com os seus filhos sobre o que fazem na Internet e mais de metade oferece conselhos práticos e apoio, são relativamente poucos os que usam ferramentas técnicas para ajudar. Apenas 28 por cento escolheram bloquear ou filtrar websites e 24 por cento rastreiam os websites visitados pelos seus filhos.

 

De facto, o estudo mostra que a maioria das crianças não se sentem incomodadas ou preocupadas com o que encontram online - apenas 12 por cento dizem ter-se sentido incomodadas ou preocupadas. E enquanto as crianças afirmaram que o bullying era relativamente fora do comum, com apenas um em vinte a dizer que lhe tinha acontecido, as crianças que foram vítimas de bullying online foram as mais propensas a dizer que tal as afectava.

 

Relativamente a todos os media, 23 por cento das crianças viram imagens pornográficas ou de cariz sexual durante o ano passado, sendo agora a Internet uma fonte tão comum quanto a TV, o cinema e o vídeo. Enquanto isto é mais plausível para os adolescentes mais velhos, os adolescentes mais novos sentem-se mais incomodados ou preocupados pela visualização de imagens de cariz sexual. E as crianças acedem à Internet a idades cada vez mais precoces - com a média etária de 7 anos na Dinamarca e Suécia e oito em muitos outros países do Norte da Europa.

 

Sonia Livingstone, professora de media e comunicação na LSE e directora do projecto of EU Kids Online, afirmou: ‘Os pais e a indústria online deram uns bons primeiros passos para fazer da Internet um lugar mais seguro para as crianças, mas podiam fazer muito mais'.

 

A nossa investigação mostra que as crianças gostam do envolvimento dos seus pais relativamente aos riscos de se estar online, mas que existem poucas ferramentas tecnológicas para ajudar a bloquear contactos, filtrar conteúdos indesejáveis ou para denunciar problemas quando estes acontecem. Onde estas ferramentas existem, suspeitamos que há pouco conhecimento sobre a sua existência e sobre como as utilizar. Recomendamos que a indústria construa mais destas ferramentas, faça mais para informar pais e crianças sobre a sua existência e que as faça mais amigas dos utilizadores.’

 

O relatório sugere também o direccionamento de recursos e orientações para a segurança online das crianças cada vez mais novas que agora acedem à Internet, bem como o desenvolvimento de conteúdos mais positivos direccionados especificamente para as crianças. No entanto, os autores também sublinham que as crianças devem ser encorajadas a assumir tanto quanto possível a responsabilidade pela sua própria segurança online e que aos jovens que ficaram para trás na aquisição de competências digitais deve ser oferecida formação e apoio extras para que possam ampliar as suas oportunidades.

 

Os investigadores questionaram as experiências online de crianças em 25 países Europeus e o relatório apresenta todas as descobertas, assim como as recomendações políticas da equipa de investigação. As descobertas iniciais do relatório foram apresentadas no Safer Internet Forum em Novembro de 2010.

 

Para mais detalhes, obtenha um cópia integral do relatório em www.eukidsonline.net

 

O projecto EU Kids Online visa melhorar o conhecimento das experiências e das práticas das crianças e dos seus pais relativamente aos riscos e ao uso seguro da Internet das novas tecnologias online e, desta forma, informar a promoção de um ambiente online mais seguro para as crianças.

 

Este comunicado de imprensa refere-se aos resultados globais do estudo abrangendo os resultados nos 25 países participantes do estudo: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, Estónia, França, Finlândia, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Suécia e Turquia.

 

No próximo dia 4 de Fevereiro, a equipa Portuguesa do projecto EU Kids Online, de cujo Conselho Consultivo faço parte, promove a Conferência EU Kids Online 2 - Crianças e Riscos Online, durante a qual serão apresentados em pormenor os resultados deste estudo no que concerne à realidade Portuguesa. Recordo que "os primeiros resultados demonstraram que Portugal é um dos países com menor incidência de riscos online entre crianças e jovens entre os países europeus inquiridos, considerando riscos como contacto com imagens de cariz sexual, bullying, encontro com desconhecidos ou conteúdos nocivos. A conferência destina-se ainda a envolver na discussão todos os agentes interessados no tema da segurança de crianças e jovens na internet, entre pais, professores, técnicos de acção social, académicos, entre outros". Os interessados podem consultar o programa provisório (PDF) e inscrever-se na conferência que, apesar de gratuita, por motivos de organização obriga a inscrição prévia.



Publicado por Tito de Morais às 04:00
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