Na publicação anterior, Facebook: Podem Bisbilhotar as Minhas Mensagens e Chats?, recorri ao "informatiquês", sem ter o cuidado de usar um termo sem o explicar devidamente. Não será assim de estranhar que na sequência dessa publicação, tenha recebido uma mensagem através do Facebook que me alertou para esse facto, colocando-me a seguinte pergunta:
Percebi como posso ver se tenho algum spyware, mas como posso saber se o meu computador, que está ligado a uma rede de trabalho, está a ser “sniffado” (sniffers)?
Em primeiro lugar as minhas desculpas por um usar um termo sem o explicar. Vejamos então o que é um sniffer, como o detetar e como evitar o mesmo.
O Que é Um Sniffer?
Um sniffer (farejador em inglês), é um programa que monitoriza e analisa o tráfego numa rede de dados, detectando congestionamentos e outros problemas. Os sniffers podem ser usados para interceptar e registar o tráfego de dados, e em alguns casos para ler os conteúdos trocados entre os computadores de uma rede (dentro da rede e de e para ela). Geralmente estão instalados não em computadores pessoais, mas nos routers e switches por onde os dados de uma rede têm de passar.
Como Podem Ser Usados
Á semelhança de muitas outras ferramentas informáticas, os sniffers podem ser usados de forma legítima ou ilegítima. Assim, podem ser usados por administradores de redes informáticas ajudando-os a manter a eficácia do fluxo de tráfego de dados. Neste caso, os sniffers são usados para monitorizar o fluxo de dados, permitindo assim ver se a rede está a funcionar de forma eficaz ou se, pelo contrário, existem congestionamentos de tráfego. Neste sentido, os sniffers são habitualmente usados em redes académicas e empresariais para evitar congestionamentos de tráfego causados, por exemplo, programas de partilha de ficheiros. Mas os sniffers também pode ser usados com más intenções, como por exemplo, para capturar a informação (nomes de utilizador, passwords, dados bancários, textos de mensagens, etc.) que circula numa rede informática. Um sniffer permite, por exemplo, capturar um sessão de chat em tempo real. Nesse sentido, os sniffers podem ameaçar a segurança de uma rede de dados.
Como Detetar Um Sniffer?
Os sniffers são extremamente difíceis de detetar, havendo mesmo que afirme serem virtualmente impossíveis de detetar. Alguns tipo de sniffers podem ser detetados, mas não por um comum dos mortais como eu e, estou certo, pela maioria das pessoas que me lêem, na medida em que tal exige conhecimentos informáticos específicos, podendo mesmo implicar acesso físico ao dispositivo onde se encontra instalado. Mas isso não implica que fique vulnerável, como se explica abaixo.
Como Proteger-se de Um Sniffer?
A melhor defesa contra um sniffer é recorrer à encriptação das ligações ponto-a-ponto (entre dois computadores) ou a protocolos como SSL na web e no email, FTPS ou SCP em vez do FTP, e SSH em vez de Telnet (desculpem-me o “chinês”!). Por exemplo, no caso do Facebook, podemos configurar a nossa conta para usar apenas ligações em HTTPS (ligações encriptadas). Desta forma, mesmo que o tráfego seja intercetado, torna-se virtualmente ilegível. Para ativar o acesso ao Facebook de modo seguro (encriptando a ligação), proceda do seguinte modo:
No entanto, nem todos os sites oferecem essa possibilidade e as comunicações não acontecem apenas em sites, mas também através de programas. E estes podem não oferecer essa possibilidade. Nesse sentido, outra alternativa é recorrer a um programa anti-sniffer. Existem alguns programas gratuitos deste tipo disponíveis para diversas plataformas, incluindo o Windows.
Espero ter ajudado. Qualquer informação ou esclarecimento adicional, esteja à vontade para voltar ao contacto.
Com a popularização do Facebook, muitas das conversas que eram mantidas através de trocas de emails e de programas de mensagens instantâneas como o Windows Live Messenger, passaram a ter lugar através do sistema de mensagens e de chat desta popular plataforma social que atingiu recentemente mil milhões de utilizadores. Dado tratar-se de uma utilização recente, é natural que surjam algumas dúvidas relacionadas com a segurança da utilização dos serviços de mensagens e de chat do Facebook, como é o caso desta pergunta que recebi há algum tempo:
Hoje vi na revista do Correio da Manhã li o seu depoimento sobre os perigos das partilhas no Facebook. Felicito-o pelo seu trabalho que me recomendaram pelo facto de eu ter um filho pequeno e ser professora do primeiro ciclo.
Gostaria de lhe colocar uma questão, se não for abuso: se eu partilho um computador com outras pessoas, apesar de termos sessões diferentes, há alguma hipótese das minhas conversas de chat ou mensagens poderem ser vistas? Ou seja, sem que alguém tenha acesso à minha sessão (nunca a encerro no browser mas no sitio certo para o efeito - Página Inicial > Sair), sem que conheça a minha password, pode alguém aceder às minhas mensagens de Facebook?
Agradeço antecipadamente!
Colocar uma pergunta nunca é um abuso! Eis, então, a resposta a esta pergunta.
Pelo que me diz, em princípio não será possível terem acesso às suas conversas no chat e mensagens do Facebook. No entanto, pode haver situações em que tal é possível:
A terminar, pode ainda consultar a informação disponível nas página de ajuda do Facebook sobre o serviço de mensagens e sobre o serviço de chat.
Espero ter ajudado. Qualquer informação ou esclarecimento adicional de que tenha necessidade, não hesite em voltar ao contacto.
Os conteúdos multimédia, com som e imagens em movimento, atraem crianças, jovens e adultos. Neste contexto, o YouTube tornou-se um dos principais sites da Internet para aceder a este tipo de conteúdos. E os números são impressionantes. Há tempos, recebi através do Facebook, uma pergunta da Mãe de uma criança de 4 anos e meio, preocupada com a possibilidade de, quando se afastar por uns minutos, da sua filha ser confrontada com conteúdos impróprios no YouTube. Eis a mensagem que recebi:
O meu principal problema é deixar a minha filha de 4 e meio a ver um filme de desenhos animados ou música infantil no YouTube e recear que, se me afastar, 10 ou 15 minutos depois ela já ter chegado a "música da pesada" ou a um filme com conteúdos menos próprios seja para que idade for.
Antes de responder propriamente à sua pergunta, recordo que os Termos de Serviço do YouTube estipulam que o serviço não se destinam a menores de 13 anos de idade (ponto 12 do documento acima).
No entanto, no sentido de reforçar a segurança do acesso da sua filha de 4 anos quando acede ao YouTube para ver desenhos animados e música infantil quando se afasta temporariamente dela, o YouTube fornece uma ferramenta que a pode ajudar. Trata-se do modo Modo Segurança. O YouTube disponibiliza instruções detalhadas sobre como ativar e bloquear o Modo Segurança. Esta página oferece ainda respostas às perguntas mais frequentes sobre este assunto.
Todavia, tenha presente que a ferramenta acima referida, como qualquer outra, não garante que a sua filha não seja confrotada com músicas ou vídeos com conteúdos menos próprios. Apenas reduz a probabilidade de tal acontecer, mas não elimina essa possibilidade. No entanto, sempre que se confrontar com um vídeo desse tipo poderá reportá-lo através da ferramenta de denúncia do YouTube, no sentido de alertar o YouTube para potenciais violações das Regras da Comunidade, podendo levar à eventual remoção do vídeo. Para reportar um vídeo, basta clicar na bandeira que surge por baixo do vídeo com a legenda (denunciar como impróprio). No entanto, para reportar um vídeo tem de se ser membro da comunidade (utilizador registado). Veja o vídeo (infelizmente apenas em inglês) que lhe explica como proceder para denunciar um vídeo como impróprio:
Não deixe também de consultar os Recursos Para Pais que o YouTube disponibiliza aqui (em Português).
A terminar, recomendo igualmente o visionamento deste vídeo (em Português):
Espero ter ajudado. Uma vez mais as minhas desculpas pela demora na resposta. Caso tenha alguma dúvida ou questão adicional, não hesite em voltar ao contacto.
Segundo um estudo recente, entre Setembro de 2011 e Fevereiro de 2012, 78% dos internautas portugueses fizeram compras online, tendo gasto mais de 1.630 milhões de euros. Um outro estudo, ainda mais recente, revela que mais de 3 milhões de portugueses visitaram sites portugueses de comércio eletrónico durante o segundo trimestre de 2012. Ainda recentemente, com o regresso às aulas, um outro estudo revelou que 8% dos consumidores portugueses preferem comprar online o material escolar para o regresso às aulas.
Dados Menos Optimistas
Mas depois há o outro lado da moeda. Um estudo comparativo com outro países europeus refere que os portugueses se mantém cautelosos no que toca às compras online e que a apenas 22% fazem compras online, quando a média europeia é cerca de 40%. Um outro estudo da Comissão Europeia indica que 56% dos residentes em Portugal afirmam não confiarem na sua capacidade de utilizar a Internet para a banca online ou para fazer compras online. O estudo acrescenta que 39% se preocupa com a possibilidade de alguém roubar ou dar mau uso aos seus dados pessoais. O estudo adianta ainda que 69% dos entrevistados se diz “preocupado” ou “muito preocupado” com o roubo de identidade e 82% receia que a informação fornecida online não seja mantida em segurança pelos sites. Dez por cento garante já ter sido vítima de esquemas em que alguém roubou os seus dados pessoais e assumiu a sua identidade para, por exemplo, fazer compras em seu nome.
A Pergunta
Perante estes últimos dados, não é de admirar a mensagem que recebi recentemente através do Facebook:
“Boa tarde, peço desculpa mas precisava de ajuda. Fiz compras online com um cartão de crédito. O cartão foi clonado e fizeram compras em vários sítios. Hoje de manhã em [Local Omitido]. A instituição bancária bloqueou o cartão e, após longa conversa via telefone, eu cancelei-o. A questão que lhe coloco é a seguinte: existe alguma forma segura de fazer comprar online?”
Recomendações Para Fazer Compras Online em Segurança
A terminar, espero ter-lhe fornecido a informação necessária para, no próximo dia 11 de Outubro, usufruir em segurança das grandes promoções e descontos oferecidos no âmbito do “Dia das Compras na Net”.
Na sequência da subscrição da email newsletter do site do Projecto MiudosSegurosNa.Net, recebi uma mensagem com a seguinte pergunta:
Aproveito para lhe perguntar se existe algum normativo referente à utilização de redes wireless em espaços escolares. Tem-se generalizado a rede wireless, sendo cada vez maior o número de áreas com “campos de wireless” para um acesso mais célere à “sociedade da informação, em escolas e universidades...
Encontrei um site sobre o assunto WiredChild, com elementos interessantes (ver PDFs anexos, aqui e aqui), e com a indicação de que nalguns países da União Europeia existe regulamentação neste domínio. Gostaria de saber qual o tratamento que este tema tem vindo a merecer em Portugal, desde logo, por parte do Ministério da Educação, se existe alguma proibição, etc.
Agradecendo, desde já, a sua ajuda, subscrevo-me com os meus cumprimentos e os votos de uma boa semana.
Eis a resposta a esta pergunta:
A questão dos efeitos nocivos das ondas de rádio-frequência produzidas pelos telemóveis e pelas redes wireless é daqueles temas que pontualmente surge um estudo a dizer uma coisa e pouco depois outro a dizer o contrário.
A questão coloca-se com mais acuidade nos telemóveis, em resultado da maior proximidade do telemóvel do cérebro. Na redes wireless, a questão não se coloca com tanta acuidade, dado que a proximidade do cérebro relativa aos dispositivos emissores/recetores não ser tão grande. Outra fonte de preocupação são as antenas de distribuição de sinal de rede das operadoras móveis.
Amiúde, surgem organizações como as autoras dos documentos que me envia e outras referidas nos mesmos (tais como esta e esta), cuja missão é sensibilizar para este tipo de riscos.
Relevante é o facto da Organização Mundial de Saúde (OMS) se ter pronunciado sobre o assunto, passando a considerar os campos eletromagnéticos produzidos pelos telemóveis como potencialmente cancerígenos para os seres humanos. Veja a informação fornecida pela OMS, pela International Agency for Research on Cancer (IARC) - o organismo da OMS que classificou a radiofrequência dos campos eletromagnéticos, incluindo aquela proveniente de telefones sem fios, como sendo possivelmente cancerígenos para os humanos – e também pelo National Cancer Institute at the National Institutes of Healthdos Estados Unidos da América. Deste último, ver também este documento.
No entanto, o estudo mais recente de que tenho conhecimento tem outra perspetiva, afirmando não haver evidências de riscos para a saúde associados aos telemóveis e às redes wireless.
A minha perspetiva é que mais vale prevenir do que remediar. Outro dos recursos que recomendo, mas sobretudo relativamente aos telemóveis e não tanto às redes wireless é o Environmental Working Group’s Guide to Cell Phone Use.
Já após o envio da resposta e numa pesquisa sobre o tema, encontrei um excelente recurso que recomendo a todos quantos se possam interessar pelo tema. Trata-se do Projecto monIT, uma iniciativa em curso no Instituto de Telecomunicações / Instituto Superior Técnico, que tem como objetivo disponibilizar publicamente informações relevantes sobre radiação eletromagnética em comunicações móveis. Recomendo vivamente a visita ao site que disponibiliza um vasto manancial de informação. No âmbito da sua actividade, esta iniciativa revelou há cerca de um ano e meio que em Portugal as radiações móveis se encontravam mais de 100 vezes abaixo do limite. A notícia adiantava que “nos locais ‘mais sensíveis’, como escolas e hospitais, os valores médios encontram-se cerca de 1.200 vezes abaixo dos limites”.
Neste contexto, acrescente-se ainda que existe legislação em Portugal que regula os níveis de radiação eletromagnética, como informa o monIT.
A terminar uma última nota: quando digo que mais vale prevenir do que remediar, tal não passa por banir os aparelhos que produzem radiações eletromagnéticas, mas seguir as recomendações fornecidas na documentação acima referida que visam minimizar eventuais efeitos nocivos das mesmas.
Na sequência da publicação anterior, este é o décimo mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
De facto, apenas 28 por cento dos jovens dos 11 aos 16 anos dizem que conseguem alterar as preferências de filtragem. E a maioria diz que aquilo que os seus pais dizem sobre a sua utilização da Internet é útil (muito para 27 por cento, pouco para 43 por cento). Todavia, é verdade que quase metade acha que as acções dos seus pais limitam as suas actividades online, enquanto um terço diz que ignora os seus pais (muito para 7 por cento, um pouco para 29 por cento).
Como todos as generalizações, esta também é perigosa. No entanto, discordo que seja um mito, sobretudo se estivermos a falar de adolescentes. Considero 28% uma percentagem elevada, tal como considero um valor elevado os 43 por cento dos jovens que consideram pouco útil aquilo que os pais dizem sobre a sua utilização da Internet. O que me parece relevante deixo aqui em forma de dica: Nenhum software substitui o acompanhamento parental. Apoie, incentive e estimule o desenvolvimento do pensamento crítico das suas crianças e jovens. O melhor filtro de segurança na Internet de uma criança/jovem é a sua massa cinzenta. Este “software” vem pré-instalado em todas eles, é compatível com todos os sistemas operativos, pode-se actualizar continuamente e, melhor de tudo, é gratuito!
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Na sequência da publicação anterior, este é o nono mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
Mais competências está associado a mais, e não a menos, risco – porque mais uso leva a mais competências, mais competências leva a mais oportunidades, e oportunidades estão associadas a risco. Uma das razões porque as oportunidades e os riscos estão ligados é porque as crianças devem explorar e encontrar algum risco para aprenderem e ganhar resiliência. Outra é que explorar para informação ou divertimento leva a riscos inesperados porque o ambiente online não é concebido com os interesses da criança em mente (demasiados pop-up’s, por exemplo). Mas mais competências podem reduzir o dano que algumas crianças experienciam do risco online.
Tendo a concordar. Ensinar mais competências digitais não reduz o risco, mas podem como refere o texto, reduzir o dano que algumas crianças experienciam do risco online. Numa abordagem pela positiva, prefiro: Incentive, apoie e estimule a aquisição de competências digitais pelos seus filhos, pois elas poderão reduzir o dano resultante de riscos online.
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Na sequência da publicação anterior, este é o oitavo mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
53 por cento estão online em casa de amigos, 49 por cento estão online nos seus quartos e 33 por cento através de um telemóvel ou dispositivo portátil. Portanto, este conselho é desactualizado. Seria melhor aconselhar os pais a falarem com os seus filhos sobre a Internet ou a partilhar uma actividade online com eles.
Discordo que seja um mito e não me parece desactualizado. O número de jovens que usa o computador no quarto ainda é elevado e o que usa dispositivos móveis ainda é relativamente baixo, sobretudo no caso do telemóvel, dado os ainda elevados custos de acesso à Internet através destes dispositivos. Colocar o PC num espaço comum da casa contribui para uma utilização da Internet em família, facilita partilha de experiências e permite que se continue a ter vida em família, o que é muito mais complicado se cada um estiver com o seu portátil no seu quarto. Acresce que, quando os amigos dos meus filhos estão cá em casa, estão sob a minha responsabilidade, pelo que se os computadores dos 53 por cento dos amigos dos nossos filhos em casa de quem eles acedem estiverem na sala, acharia bem melhor. Além do mais, ter o computador num espaço comum da casa facilita o conselho referido no final do texto e que me parece ser o relevante: fale com os seus filhos sobre a Internet ou partilhe uma actividade online com eles. Para facilitar esta tarefa, deixo-lhe dois artigos: “Dê Início à Conversa” e “7 Coisas Para Fazer Com os Seus Filhos na Net”.
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Os comentário são bem vindos.
Na sequência da publicação anterior, este é o sétimo mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
Bem, em parte as provas suportam isto e é importante – as crianças a que reportam mais riscos offline de vários tipos são mais propensas a encontrar mais riscos online e, significativamente, mais propensas a danos resultantes de experiências online. Mas, o risco offline não prevê todos os riscos que se encontram online, logo não se deve assumir que as crianças não identificadas como estando em risco offline não estão em risco online. Ainda não conhecemos todos os factores que são responsáveis por danos online e é importante ver os riscos online e offline no seu contexto.
De acordo. Como costumo afirmar, com base em estudos anteriores, as crianças e jovens que têm comportamentos de risco offline, provavelmente irão tê-los também online. No entanto, tal não quer dizer que aqueles que não têm comportamentos de risco offline, não os tenham online. O mito, então, será: crianças que não estão em risco offline, não estão em risco online. Assim, a dica que deixo: Só porque os seus filhos não têm comportamentos de risco offline, não quer dizer que não os tenham online. E reforçando o que afirmei relativamente ao mito #3, esteja atento porque ss filhos precisam de pais offline e online e a família deve ser família offline e online.
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Os comentários são bem vindos.
A maioria (87 por centos) dos jovens entre os 11 e os 16 anos de idade estão em contacto online com pessoas que conhecem presencialmente. Quatro em cada dez têm contactos online que conheceram online mas que estão ligados aos seus amigos ou familiares. Um quarto está em contacto com pessoas não relacionadas com o seu círculo social e 9 por cento encontrou-se offline com alguém que conheceu primeiro online. Poucos foram desacompanhados ou conheceram alguém mais velho e apenas um por cento teve uma experiência negativa. O desafio é proteger as crianças de ocorrências raras mas prejudiciais, sem limitar as oportunidades da maioria.
De acordo. É um mito. Logo, a solução não é aconselhar a não se aceitarem contactos online de estranhos ou encontros presenciais com estranhos, e esses contactos e encontros acontecerem nas nossas costas e sem nosso conhecimento, mas adoptar uma nova abordagem. E esta parte do texto não fornece indícios sobre uma possível abordagem. Aqui fica a minha dica: Aprenda e ensine os seus filhos a categorizar os seu contactos online e a pensar neles e a publicar conteúdos em função de uma pirâmide de confiança. E como mais vale prevenir que remediar, deixe claro que estará sempre disponível para os(as) acompanhar para encontros presenciais com pessoas que só se conhecem online. E que tais encontros só devem acontecer num local público, na sua presença (ou de um adulto da sua confiança). O mito aqui é a de que todos os estranhos são pessoas mal intencionadas. Tal percepção poderá inclusive funcionar contra uma criança que se veja numa situação de aflição em só possa ser auxiliada por um estranho.
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
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