MythBusters, ou Caçadores de Mitos em português, é o nome de um programa exibido no Discovery Channel que se dedica à analise da lendas e mitos urbanos. A Internet é prolífica, no que toca à prolíferação e disseminação deste tipo de histórias. Assim, este programa é interessante para nos ajudar a perceber que nem tudo o que lêmos, vêmos ou ouvimos é verdade. Não só nos jornais, revistas, na rádio e televisão, mas também na Internet. Seja em páginas web, mensagens de email, vídeos, etc.
O episódio 104 da 7ª série dos MythBusters foi subordinado ao título "Nasa Moon Landing", dedicando-se a desmontar algumas teorias relacionadas com a exploração espacial e segundos as quais a ida do Homem à Lua foi a maior fraude do século, como defendem inúmeros sites na Internet. São tantos os sites que até a NASA já tratou o tema.
Infelizmente, a gravação do programa não está disponível a utilizadores a partir de Portugal e o site da TV Cabo também pouco ou nada adianta relativamente à "season" e ao número dos episódios actualmente em transmissão em Portugal. No entanto, visitando os links anteriores poderão obter alguma informação adicional sobre o assunto e brevemente poderão consultar mais informação a partir desta página.
Entretanto, enquanto não consegue ver o referido programa e se o tema dos conteúdos falsos ou enganosos na Internet o interessa, deixo-lhe aqui alguns dos artigos que escrevi sobre o assunto, incluindo sobre esta questão da ida do Homem à Lua:
A terminar, habitualmente falo dos conteúdos falsos ou enganosos como uma risco ou uma ameaça online para crianças e jovens. No entanto, quando devidamente enquadrados, este tipo de conteúdos apresentam-se como uma excelente oportunidade para pais, professores e educadores ajudarem os seus filhos, alunos e educandos a exercitar e desenvolver o pensamento crítico.
Enquanto muitas escolas optam por banir os telemóveis, apenas nas salas de aula ou mesmo em todo o recinto escolar, uma escola australiana, tal qual George Costanza da série Seinfeld, resolve fazer exactamente o contrário. Segundo o Sidney Morning Herald, o Presbyterian Ladies' College de Croydon está a levar a efeito uma experiência permitindo que os estudantes do 9ºano de Inglês possam telefonar a um amigo, usar a Internet ou os seus iPods durante os exames e planeia alargar a experiência a todas as disciplinas até ao final do ano.
Apesar de encorajados a usar estes recursos, as estudantes são no entanto obrigados a citar todas as fontes usadas, como forma de desencorajar o plágio.
As reacções de algumas das alunas à iniciativa são extremamente interessantes. Como curioso também é realizar que a iniciativa foi inspirada por Marc Prensky, um consultor internacional em educação, que lançou o seguinte desafio:
"E se permitíssemos o uso de telemóveis e mensagens instantâneas para recolher informação durante os exames, redefinindo tal actividade de 'copianço' para 'usar as nossas ferramentas, incluindo o mundo na nossa base de conhecimentos'?".
A ideia é interessante. Segundo Prensky, os miúdos já vêm isso na televisão onde se podem pedir uma ajuda telefónica para ganhar 1 milhão de dólares. "Porque não para passar no raio de um exame?" Esta é a razão que tem levado Prensky a advogar a utilização de testes de "telefone aberto", pois segundo afirma, "ser capaz de encontrar e aplicar a informação certa torna-se mais importante do que ter tudo na cabeça".
Considero a ideia atraente, mas questiono-me se não estaremos a transformar o ensino num "game show". E este tipo de abordagem faz-me lembrar uma outra máxima da qual não gosto particularmente e que pela qual até tenho alguma repulsa: "it's WHO you know, not WHAT you know, that matters".
Como já acontecia no post anterior, o debate suscitado pela notícia entre os leitores do SMH é extremamente interessante e merece uma leitura atenta.
Segundo a edição online do New York Times de 20 de Agosto, algumas Universidades Americanas estão a oferecer iPhones e iPods aos seus caloiros. Segundo a notícia, entre algumas das razões apontadas para esta oferta está a possibilidade de saber onde os estudantes se reunem, o envio de mensagens relativas a aulas canceladas, autocarros atrasados, crises no campus, pesquisas online durante as aulas, sondagens instantâneas aos estudantes ou apenas para facilitar o acesso ao menu da cafeteria. Outra razão, não menos importante, tem a ver com a imagem do iPhone e do iPod junto dos estudantes e que poderia ajudar estas Universidades e cultivarem a reputação de tecnologicamente avançadas.
Se por um lado a iniciativa é acolhida de braços abertos pelo alunos, por outro lado, é também encarada com algumas reticências por alguns docentes. Aos receios de alguns docentes que a introdução destes dispositivos façam aumentar as distrações na sala de aula, alguns alunos reconhecem que poderão ser tentados a "sacar" dos seus dispositivos nas aulas mais "chatas", mas que a concorrência com estes dispositivos poderá também levar os professores a esforçarem-se mais por tornar as aulas mais interessantes.
O artigo refere que os especialistas denotam um movimento no sentido da utilização das tecnologias móveis na educação que está ainda na sua infância, mas que certamente alimentará o debate sobre o papel da tecnologia na educação superior.
O outro aspecto que também não é devidamente aprofundado no artigo é a forma como será medido o sucesso/insucesso desta iniciativa.
O artigo aborda ainda algumas aplicações educativas que alguns professores estão a desenvolver.
Interessante também é o debate que a notícia está a gerar entre os leitores no New York Times.
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