Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
Mito #5: Os bullies são vilões
Imagem: Mito #5 - Fonte da imagem: http://sxc.hu/photo/596276

Na sequência da publicação anterior, este é o quinto mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.

 

A maioria (60 por cento) dos agressores – online ou offline – já foram eles próprios vítimas de agressões por terceiros e 40 por cento dos agressores online já foram agredidos online. Mas aqueles que já agrediram e foram agredidos online, tendem a ser psicologicamente mais vulneráveis, sugerindo um ciclo vicioso de comportamento que prejudica tanto a vítima quanto o agressor.

 

Aqui discordo. Os bullies, são mesmo vilões. O facto da maioria ou grande parte dos agressores – online ou offline - já terem sido vítimas de outros agressores não pode servir de desculpa para as suas acções indesculpáveis. Do mesmo modo que o facto de muitos abusadores sexuais já terem sido, eles próprios, vítima de abuso, não pode servir de atenuante, acho que o mesmo se aplica ao bullying. Seja online ou offline. O ciclo vicioso a que o texto alude não é mito. É uma realidade. E é uma realidade que não se combater com compreensão, mas com tolerância zero. Se há algo que tal deve despertar em nós, não é compreensão, mas despertar-nos para a próxima dica que lhe deixo: Seja intolerante com o bullying: as vítimas de hoje podem ser os agressores de amanhã. Só assim conseguiremos quebrar o ciclo vicioso a que alude o texto.

 

Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:

  1. Os nativos digitais sabem tudo
  2. Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
  3. Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
  4. Toda a gente está a ver pornografia online
  5. Os bullies são vilões
  6. As pessoas que conhecemos na Internet são estranhos
  7. Riscos offline migram para o online
  8. Colocar o PC na sala de estar ajudará
  9. Ensinar competências digitais reduzirá o risco
  10. As crianças conseguem contornar o software de segurança
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Publicado por Tito de Morais às 21:54
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Mito #4: Toda a gente está a ver pornografia online
Imagem: Mito #4 - Fonte da imagem: http://sxc.hu/photo/860598

Na sequência da publicação anterior, este é o quarto mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.

 

As estimativas relativas à exposição à pornografia online são mais baixas do que o que muitos anteciparam – um quarto viu imagens sexuais online ou offline no ano passado e um em cada sete viu-as online, subindo para um quarto dos adolescentes mais velhos. Mesmo assumindo alguma sub-notificação, parece que a promoção excessiva dos media relativamente à pornografia é baseada em amostras não-representativas ou a mera suposição.

 

Concordo com este mito. Quando ouço uma afirmação deste género, geralmente considero-a revelador do que andam a fazer na Internet as pessoas que proferem este tipo de afirmações. De todo o modo, se por um lado acho que 15 ou 25% não são percentagens para se subestimar neste tipo de questões, concordo que os media contribuem para que, por vezes, se tome a nuvem por Juno. No entanto, se o tema do acesso voluntário ou involuntário, sobretudo dos mais pequenos, a conteúdos impróprios – e não só no domínio da pornografia, mas também aqueles sobre os quais a comunicação social não fala tanto – a tecnologia pode dar uma ajuda, mas só por si não resolve. Assim, parece-me relevante deixar esta mensagem: Considere se precisa da ajuda de um programa de controlo parental. No entanto, tenha presente que não há tecnologias infalíveis e que a tecnologia, só por si não resolve. Mas pode ajudar.

 

Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:

  1. Os nativos digitais sabem tudo
  2. Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
  3. Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
  4. Toda a gente está a ver pornografia online
  5. Os bullies são vilões
  6. As pessoas que conhecemos na Internet são estranhos
  7. Riscos offline migram para o online
  8. Colocar o PC na sala de estar ajudará
  9. Ensinar competências digitais reduzirá o risco
  10. As crianças conseguem contornar o software de segurança
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Publicado por Tito de Morais às 21:19
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Mito #3: Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
Imagem: Mito #3 - Fonte da imagem: http://sxc.hu/photo/696381

Na sequência da publicação anterior, este é o terceiro mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.

 

Com 38% das crianças entre os 9 e os 12 anos a terem um perfil numa rede social, é claro que os limites de idade não funcionam. Uma vez que muitos utilizadores abaixo dessa idade se registaram com uma idade falsa, mesmo que o fornecedor desenvolvesse definições de segurança e privacidade à medida das crianças mais jovens, eles não as conseguiriam identificar. Alguns jovens utilizadores de redes sociais têm perfis públicos que exibem informações pessoais e alguns contactam pessoas com quem não se encontraram. Deverão os fornecedores fortalecer as suas protecções? Ou livrar-se completamente dos limites de idade?

 

Não me parece que seja um mito. A minha percepção é que a maioria das pessoas têm a noção do limite etário das redes sociais e da facilidade com que pode ser ultrapassado, concordando neste aspecto com o que é referido. A minha percepção também é a de que muitos jovens – e adultos também – têm os seus perfis públicos. Muitas vezes sem o saberem. As duas questões que os estudo coloca são actualmente alvo de debate. O que me parece relevante e a dica que deixo é: Não se abstraia da vida online das suas crianças e jovens. De facto, os filhos precisam de pais online e offline. Crie um perfil nas redes sociais em que os seus filhos participam. As redes sociais podem ser uma excelente “ferramenta auxiliar de diagnóstico”. Convide, incentive, apoie e estimule os seus restantes familiares a fazerem o mesmo. Hoje em dia, a família deve ser família, online e offline. E se acha que os seus filhos ainda são demasiado pequenos para terem um perfil numa rede social, porque não começar por uma rede social para crianças – especificamente desenvolvida para menores de 13 anos de idade - ou por uma rede social familiar?

 

Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:

  1. Os nativos digitais sabem tudo
  2. Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
  3. Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
  4. Toda a gente está a ver pornografia online
  5. Os bullies são vilões
  6. As pessoas que conhecemos na Internet são estranhos
  7. Riscos offline migram para o online
  8. Colocar o PC na sala de estar ajudará
  9. Ensinar competências digitais reduzirá o risco
  10. As crianças conseguem contornar o software de segurança

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Publicado por Tito de Morais às 05:31
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Mito #2: Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
Imagem: Mito #2 - Fonte da imagem: http://sxc.hu/photo/1138532

Na sequência da publicação anterior, este é o segundo mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.

 

No mês passado, apenas um em cada cinco usou um site de partilha de ficheiros ou criou um avatar e metade desse número escreveu um blog. As actividades criativas são mais raras entre as crianças mais jovens. Embora as redes sociais tornem mais fácil disponibilizar conteúdos, a maioria das crianças usa a Internet para aceder a conteúdos já feitos, produzidos em massa.

 

Apesar de não ver os sites de partilha de ficheiros e a criação de avatars como os melhores exemplos no domínio da criação de conteúdos, ao contrário do que acontece com um blog, tendo a concordar com este mito. De facto, os media sociais potenciam a criação de conteúdos, mas a maioria – sejam, crianças, jovens ou adultos – é mais consumidor ou replicador de conteúdos do que criador. Desta forma, não potenciamos o real valor dos media sociais. Assim, o que me parece relevante e a dica que lhe deixo é: Apoie, incentive e estimule nas suas crianças e jovens o desenvolvimento de actividades criativas online. Só assim elas conseguirão maximizar o potencial positivo da Internet. Por exemplo, incentivar e estimular a escrita de um blog sobre um tema ou actividade que lhes seja querida, a ilustração do mesmo com desenhos, fotografias, vídeos da sua autoria. Um desafio: crie um blog familiar com os seus filhos, sobrinhos, netos. Se for professor, crie um blog com as suas turmas para acompanhar a disciplina que lecciona. E se as questões de segurança são uma preocupação, faça o blog privado ou acessível apenas por convite. E depois pode associá-lo a uma conta no Twitter, no Facebook, no YouTube, etc.

 

Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:

  1. Os nativos digitais sabem tudo
  2. Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
  3. Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
  4. Toda a gente está a ver pornografia online
  5. Os bullies são vilões
  6. As pessoas que conhecemos na Internet são estranhos
  7. Riscos offline migram para o online
  8. Colocar o PC na sala de estar ajudará
  9. Ensinar competências digitais reduzirá o risco
  10. As crianças conseguem contornar o software de segurança

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Publicado por Tito de Morais às 05:18
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Mito #1: Os nativos digitais sabem tudo
Imagem: Mito #1 - Fonte da imagem: http://sxc.hu/photo/1210437

Na sequência da publicação anterior, este é o primeiro mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.

 

Tem-se exagerado ao dizer que as crianças sabem mais que os seus pais – apenas 36 por cento dos jovens dos 9 aos 16 anos dizem que é verdade que “eu sei mais sobre a Internet que os meus pais” – 31 por cento disseram “um pouco verdade”, e dois em três entre os 9-10 anos de idade dizem “não é verdade”. Falar de nativos digitais obscurece a necessidade de apoiar as crianças no desenvolvimento de competências digitais.

 

Nas muitas acções de sensibilização/formação em que participo como formador/orador um pouco por todo o país, costumo perguntar “quem percebe mais de computadores e de Internet?”. A esmagadora maioria das vezes, são os filhos. Assim, a minha percepção não corresponde à do estudo. Na minha experiência, esta é uma verdade e não um mito. É sobretudo verdade em meios sócio-económicos mais desfavorecidos, meios rurais e para jovens adolescentes. É mais mito, em meios urbanos, meios sócio-económicos mais favorecidos e crianças mais pequenas (menores de 10 anos).

 

O que me parece um mito é dizer-se que a diferença entre as competências digitais entre adultos e crianças tende a esbater-se com o tempo. Poderá pensar-se que há medida que as gerações mais novas se tornam pais, essas diferenças esbater-se-ão. Mas isso faz sentido numa realidade estática. Não nos podemos esquecer que as tecnologias estão em permanente evolução e aquilo que hoje é o último grito, amanhã não é novidade. A novidade será outra coisa qualquer. Por outro lado, acho que as crianças têm uma maior elasticidade mental que lhes permite adaptarem-se com mais facilidade e ficaram mais competentes mais rapidamente que os adultos. Resumindo, quando os pais aprendem a acertar o relógio do vídeo, o importante e relevante é aprenderem a fazer uma coisa qualquer no iPad.

 

Mas a mensagem essencial que me parece ser necessário passar (e que se vislumbra no texto) é que os adultos – pais, encarregados de educação, irmãos mais velhos, tios, avós, professores e educadores – possuem competências (digitais ou não digitais, não me parece relevante) que as crianças e os jovens ou não possuem ou não têm tão desenvolvidas. Nesse sentido, o seu apoio é essencial para que as crianças e os jovens possam adquirir e desenvolver as suas competências digitais. E o inverso também é verdade. Assim, a dica que deixo é: Usem os computadores e a Internet com as vossas crianças e jovens: ambos têm coisas para ensinar e a aprender.

 

Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:

  1. Os nativos digitais sabem tudo
  2. Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
  3. Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
  4. Toda a gente está a ver pornografia online
  5. Os bullies são vilões
  6. As pessoas que conhecemos na Internet são estranhos
  7. Riscos offline migram para o online
  8. Colocar o PC na sala de estar ajudará
  9. Ensinar competências digitais reduzirá o risco
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Publicado por Tito de Morais às 05:08
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Os 10 Maiores Mitos Sobre Riscos Online Para Crianças?
Capa do relatório

No seu relatório publicado no passado dia 22 de Setembro, o projecto EuKidsOnline inclui uma lista sobre o que considera ser os 10 maiores mitos sobre riscos online para crianças. No texto afirma-se:

 

Os mitos sobre a segurança na Internet tendem a exagerar ou a simplificar em demasia, e muitas vezes estão desactualizados.

 

Tenho que os dados resultantes de uma investigação conduzida cientificamente, geralmente não são incontestáveis, nem infalíveis. Sobretudo as ilações que se retiram dos resultados. Todavia, fornecem-nos sempre informação para suscitar o debate, a reflexão e a acção. A principal crítica que esta lista me oferece é que não se me apresenta como uma abordagem pela positiva, isto é, não sublinha dicas e conselhos sobre o que podemos ou devemos fazer para minimizar os riscos a que crianças e jovens podem estar expostos online. E isso é o que pais, encarregados de educação, professores e educadores precisam.

 

Daí ter decidido comentá-los, um por um, nas próximas publicações, dando assim  meu contributo para  debate. No caso concreto, note-se que se tratam de uma investigação pan-europeia envolvendo diversos países, incluindo Portugal e que naturalmente os dados variam de país para país. Neste caso, será interessante saber até que ponto os dados da investigação nacional permitem chegar-se aos mesmos mitos. Noto ainda que faço parte do Conselho Consultivo da equipa portuguesa do Projecto EuKidsOnline e irei convidar os membros da equipa nacional a participarem aqui no eventual debate que por aqui se suscitar.

 

Aqui fica, então, a listagem dos mitos, segundo o projecto EuKidsOnline:

  1. Os nativos digitais sabem tudo
  2. Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
  3. Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
  4. Toda a gente está a ver pornografia online
  5. Os bullies são vilões
  6. As pessoas que conhecemos na Internet são estranhos
  7. Riscos offline migram para o online
  8. Colocar o PC na sala de estar ajudará
  9. Ensinar competências digitais reduzirá o risco
  10. As crianças conseguem contornar o software de segurança
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Publicado por Tito de Morais às 04:51
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
[Ignite #7] Tito de Morais - O Martelo de Maslow

Logotipo do Ignite Portugal

No passado dia 14 de Julho participei como orador no 7º Ignite  Portugal, que teve lugar no Porto, no The Hub. Para quem não sabe, o Ignite é um evento que se caracteriza por uma  série de curtas apresentações de 5 minutos em 20 slides. Cada slide é  apresentado por 15 segundos e estes avançam automaticamente.

 

Era para já ter participado no 2º Ignite Portugal, mas à última da  hora, não pude estar presente por motivos profissionais inadiáveis. À  segunda foi de vez. Gostei da experiência e fiquei com vontade de  voltar a participar.

 

O programa desta 7ª edição, com os nomes de todos os oradores e  títulos das respectivas apresentações podem ser consultadas no blog  oficial do evento.

 

Graças ao blog "O Porto em Conversa" pode ouvir as gravações áudio de  todas apresentações desta edição e de outras anteriores.

 

Com a autorização do @VitorSilva, peguei na gravação áudio da minha  intervenção e no PowerPoint da mesma e com recorrendo ao SlideShare,  criei o SlideCast que disponibilizo abaixo.

 

Título de Apresentação: O Martelo de Maslow

Resumo da Apresentação: No que diz respeito à segurança online em  geral e de crianças e jovens em particular, a generalidade dos adultos  procura uma solução do tipo "bala de prata". Infelizmente, não se  apercebem que a tal "bala de prata" é fruto da ficção e que, quanto  muito, a tal solução é na realidade um martelo.

 



Publicado por Tito de Morais às 04:17
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