Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem continuo a analisar as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II.
Enquanto a realidade na Europa aponta para o crescimento da Internet móvel pelas crianças e jovens, em Portugal impera o uso privado no quarto. De facto, cerca de 70% das crianças/jovens Portugueses usam a Internet nos seus quartos (só a Suécia e a Dinamarca apresentam valores superiores) e pouco mais de 30% acedem à Internet a partir do telemóvel ou dispositivo portátil (apenas Bélgica, Hungria, França, Roménia e Turquia apresentam valores inferiores).
Acredito que o custo elevado dos smartphones, tablets e dos serviços móveis de acesso à Internet móvel possam justificar o atraso de Portugal.
Mas o que me preocupa é a “medalha de bronze” na utilização privada no quarto. Estes números justificam em grande parte as “10 Recomendações de Segurança na Internet”. Este índice de utilização no quarto não favorece a criação de sinergias entre crianças, jovens e adultos no domínio da partilha de experiências no domínio da aquisição de competências. De igual modo, não favorece o diálogo e a partilha de actividades online entre pais e filhos. Se cada um tiver o seu portátil e se fechar na sua redoma, a vida familiar dificilmente resistirá. Não sou a favor da proibição da utilização no quarto, particularmente na adolescência, mas sou altamente favorável à utilização da Internet num espaço comum da casa porque torna mais simples e possível o que referi acima.
Veja aqui os restantes itens analisados:
Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem sublinho as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II.
Apenas 46% dos lares portugueses dispõem de uma ligação de banda larga à Internet. Este dado coloca-nos na cauda da Europa. Apenas Bulgária, Grécia, Itália, Roménia e Turquia apresentam menores taxas de penetração da banda larga.
O PIB per capita Português poderá justificar parcialmente esta posição, mas não totalmente. Pelo lado da justificação temos os casos da Bulgária, Roménia e Turquia que apresentam taxas de penetração da banda larga e PIB per capita inferiores ao Português. No entanto, países como a Polónia e a Hungria, com PIB per capita inferior ao Português apresentam taxas de penetração de banda larga superiores, se bem que ao mesmo nível de Portugal (ambos com 51%). Acresce ainda que países como a Estónia e a Lituânia, apesar de PIB per capita inferiores ao Português, apresentam igualmente taxas de penetração da banda larga superiores à portuguesa (62% e 50%).
Todavia, importa sublinhar que em Portugal existem dados diferentes. O relatório anual de 2010 do Bareme Internet da Marktest contabilizava 2 034 mil lares em Portugal Continental que acedem à internet em banda larga, um número que representa 58.0% do universo de lares em estudo. Diferenças ao nível dos universos estudados podem justificar a diferença, já que o Bareme Internet estuda apenas os residentes em Portugal Continental com 15 e mais anos, deixando de fora as Ilhas e os Continentais com idade inferior aos 15 anos. Já segundo o Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2010, do Instituto Nacional de Estatística, em 2010, 50% dos agregados domésticos em Portugal tinham acesso à Internet em banda larga. Estes dados já se aproximam mais da investigação do EuKidsOnline e tal pode-se justificar pelo facto deste inquérito ser aplicado a agregados familiares composto por pelo menos um indivíduo entre os 16 e os 74 anos de idade e a recolha para a faixa etária dos 10 aos 15 anos ser efectuada de dois em dois anos.
A terminar, acredito que a posição relativa de Portugal se pode dever a factores como atraso tecnológico no domínio das infra-estruturas nacionais de acesso à Internet e políticas no domínio de preços ao consumidor e programas governamentais de incentivo à adesão à banda larga pelas famílias.
A terminar, acredito que a posição relativa de Portugal se pode dever a factores como atraso tecnológico no domínio das infra-estruturas nacionais de acesso à Internet, políticas no domínio de preços ao consumidor e programas governamentais de incentivo à adesão à banda larga pelas famílias.
Veja aqui os restantes itens analisados:
Como referi nas mensagens anteriores, no passado dia 22 de Setembro, o projecto EuKidsOnline publicou o seu relatório final. Nas próximas mensagens, sublinharei as referências relativas a Portugal contidas no texto, muitas delas comparativamente aos restantes países alvo da investigação.
Veja aqui os itens analisados:
Ao longo dos próximos dias irei acrescentando a análise de mais itens.
Ontem recebi um email da Drª Teresa Paula Marques, psicóloga clínica, solicitando-me no sentido de a ajudar a divulgar entre os meus contactos, um questionário relacionado com o seu trabalho de doutoramento. Assim, decidi reproduzir o apelo abaixo.
Os sites de relacionamento social (SRS), como o Facebook, tornaram-se um hábito para os jovens. Muito se fala sobre os perigos que acarretam, mas pouco se sabe acerca dos benefícios que poderão trazer à nova geração.
Esta investigação, levada a cabo na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, tem como objectivo avaliar, quer os riscos, quer os benefícios da utilização dos sites de relacionamento social pelos jovens, quer em Portugal, quer no Brasil e nos Países de Língua Oficial Portuguesa (Angola, Guiné, Moçambique, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Timor).
Para que isso se torne possível, necessito da sua colaboração.
Caso autorize a participação do(s) seu(s) filho(s) no estudo, encaminhe-lhes este email com a indicação de que abra(m) o link e preencha(m) o questionário (demora 15 a 20 minutos).
Encaminhe, por favor, este email para os seus contactos (em Portugal, Brasil ou Palops), sobretudo para pais de jovens entre os 14 e os 17 anos ou directamente para jovens com idades entre os 18 e os 20 anos .
A sua ajuda é fundamental para que se possa estudar esta temática e, com base nos resultados, possamos criar programas de prevenção para os riscos e otimização dos benefícios.
Grata pela atenção,
Teresa Paula Marques
Link para o estudo: http://freeonlinesurveys.com/rendersurvey.asp?sid=du44nwgokns6uw7964626
A investigação científica ajuda-nos a conhecer os fenómenos e a definir estratégias para lidar com os mesmos. Colaborando com esta investigação estamos a dar o nosso contributo para melhor conhecermos a forma como os jovens usam as redes sociais.
No passado dia 14 de Julho participei como orador no 7º Ignite Portugal, que teve lugar no Porto, no The Hub. Para quem não sabe, o Ignite é um evento que se caracteriza por uma série de curtas apresentações de 5 minutos em 20 slides. Cada slide é apresentado por 15 segundos e estes avançam automaticamente.
Era para já ter participado no 2º Ignite Portugal, mas à última da hora, não pude estar presente por motivos profissionais inadiáveis. À segunda foi de vez. Gostei da experiência e fiquei com vontade de voltar a participar.
O programa desta 7ª edição, com os nomes de todos os oradores e títulos das respectivas apresentações podem ser consultadas no blog oficial do evento.
Graças ao blog "O Porto em Conversa" pode ouvir as gravações áudio de todas apresentações desta edição e de outras anteriores.
Com a autorização do @VitorSilva, peguei na gravação áudio da minha intervenção e no PowerPoint da mesma e com recorrendo ao SlideShare, criei o SlideCast que disponibilizo abaixo.
Título de Apresentação: O Martelo de Maslow
Resumo da Apresentação: No que diz respeito à segurança online em geral e de crianças e jovens em particular, a generalidade dos adultos procura uma solução do tipo "bala de prata". Infelizmente, não se apercebem que a tal "bala de prata" é fruto da ficção e que, quanto muito, a tal solução é na realidade um martelo.
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