Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Miúdos Seguros Na Net - Promover a Segurança de Crianças e Jovens na Internet

Minimizar Riscos, Maximizar Benefícios.

Miúdos Seguros Na Net - Promover a Segurança de Crianças e Jovens na Internet

Minimizar Riscos, Maximizar Benefícios.

Mito #1: Os nativos digitais sabem tudo

Tito de Morais, 26.09.11
Imagem: Mito #1 - Fonte da imagem: http://sxc.hu/photo/1210437

Na sequência da publicação anterior, este é o primeiro mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.

 

Tem-se exagerado ao dizer que as crianças sabem mais que os seus pais – apenas 36 por cento dos jovens dos 9 aos 16 anos dizem que é verdade que “eu sei mais sobre a Internet que os meus pais” – 31 por cento disseram “um pouco verdade”, e dois em três entre os 9-10 anos de idade dizem “não é verdade”. Falar de nativos digitais obscurece a necessidade de apoiar as crianças no desenvolvimento de competências digitais.

 

Nas muitas acções de sensibilização/formação em que participo como formador/orador um pouco por todo o país, costumo perguntar “quem percebe mais de computadores e de Internet?”. A esmagadora maioria das vezes, são os filhos. Assim, a minha percepção não corresponde à do estudo. Na minha experiência, esta é uma verdade e não um mito. É sobretudo verdade em meios sócio-económicos mais desfavorecidos, meios rurais e para jovens adolescentes. É mais mito, em meios urbanos, meios sócio-económicos mais favorecidos e crianças mais pequenas (menores de 10 anos).

 

O que me parece um mito é dizer-se que a diferença entre as competências digitais entre adultos e crianças tende a esbater-se com o tempo. Poderá pensar-se que há medida que as gerações mais novas se tornam pais, essas diferenças esbater-se-ão. Mas isso faz sentido numa realidade estática. Não nos podemos esquecer que as tecnologias estão em permanente evolução e aquilo que hoje é o último grito, amanhã não é novidade. A novidade será outra coisa qualquer. Por outro lado, acho que as crianças têm uma maior elasticidade mental que lhes permite adaptarem-se com mais facilidade e ficaram mais competentes mais rapidamente que os adultos. Resumindo, quando os pais aprendem a acertar o relógio do vídeo, o importante e relevante é aprenderem a fazer uma coisa qualquer no iPad.

 

Mas a mensagem essencial que me parece ser necessário passar (e que se vislumbra no texto) é que os adultos – pais, encarregados de educação, irmãos mais velhos, tios, avós, professores e educadores – possuem competências (digitais ou não digitais, não me parece relevante) que as crianças e os jovens ou não possuem ou não têm tão desenvolvidas. Nesse sentido, o seu apoio é essencial para que as crianças e os jovens possam adquirir e desenvolver as suas competências digitais. E o inverso também é verdade. Assim, a dica que deixo é: Usem os computadores e a Internet com as vossas crianças e jovens: ambos têm coisas para ensinar e a aprender.

 

Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:

  1. Os nativos digitais sabem tudo
  2. Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
  3. Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
  4. Toda a gente está a ver pornografia online
  5. Os bullies são vilões
  6. As pessoas que conhecemos na Internet são estranhos
  7. Riscos offline migram para o online
  8. Colocar o PC na sala de estar ajudará
  9. Ensinar competências digitais reduzirá o risco
  10. As crianças conseguem contornar o software de segurança
Os comentários são bem vindos.

Os 10 Maiores Mitos Sobre Riscos Online Para Crianças?

Tito de Morais, 26.09.11
Capa do relatório

No seu relatório publicado no passado dia 22 de Setembro, o projecto EuKidsOnline inclui uma lista sobre o que considera ser os 10 maiores mitos sobre riscos online para crianças. No texto afirma-se:

 

Os mitos sobre a segurança na Internet tendem a exagerar ou a simplificar em demasia, e muitas vezes estão desactualizados.

 

Tenho que os dados resultantes de uma investigação conduzida cientificamente, geralmente não são incontestáveis, nem infalíveis. Sobretudo as ilações que se retiram dos resultados. Todavia, fornecem-nos sempre informação para suscitar o debate, a reflexão e a acção. A principal crítica que esta lista me oferece é que não se me apresenta como uma abordagem pela positiva, isto é, não sublinha dicas e conselhos sobre o que podemos ou devemos fazer para minimizar os riscos a que crianças e jovens podem estar expostos online. E isso é o que pais, encarregados de educação, professores e educadores precisam.

 

Daí ter decidido comentá-los, um por um, nas próximas publicações, dando assim  meu contributo para  debate. No caso concreto, note-se que se tratam de uma investigação pan-europeia envolvendo diversos países, incluindo Portugal e que naturalmente os dados variam de país para país. Neste caso, será interessante saber até que ponto os dados da investigação nacional permitem chegar-se aos mesmos mitos. Noto ainda que faço parte do Conselho Consultivo da equipa portuguesa do Projecto EuKidsOnline e irei convidar os membros da equipa nacional a participarem aqui no eventual debate que por aqui se suscitar.

 

Aqui fica, então, a listagem dos mitos, segundo o projecto EuKidsOnline:

  1. Os nativos digitais sabem tudo
  2. Agora todos estão a criar o seu próprio conteúdo
  3. Os menores de 13 anos não podem usar redes sociais, logo não nos preocupemos
  4. Toda a gente está a ver pornografia online
  5. Os bullies são vilões
  6. As pessoas que conhecemos na Internet são estranhos
  7. Riscos offline migram para o online
  8. Colocar o PC na sala de estar ajudará
  9. Ensinar competências digitais reduzirá o risco
  10. As crianças conseguem contornar o software de segurança
Os comentários são bem vindos.

Cinco Mitos Sobre o Bullying

Tito de Morais, 10.01.11

 

Fonte da imagem: http://www.rgbstock.com/photo/meT25PK/DistressedDigits+5

No dia 2 de Janeiro dei-me conta de um artigo de opinião publicado nos últimos dias do ano passado no Washington Post: "Five myths about bullying". Da autoria de Susan M. Swearer, professora associada da Universidade do Nebraska, em Lincoln, nos EUA, co-autora de "Bullying Prevention and Intervention: Realistics Strategies for Schools" e co-directora da Bullying Research Network, o artigo dá-nos a conhecer e desenvolve os cinco principais mitos sobre o bullying:

 

1. Agora, a maioria do bullying acontece online

 

2. Os agressores são agressores e as vítimas são vítimas

 

3. O bullying acaba quando crescemos

 

4. O bullying é uma das principais causas de suicídio

 

5. Podemos acabar com o bullying

 

Vale a pena ler o desenvolvimento (em inglês) aqui. E já agora, aproveite para ler sobre outros mitos, nomeadamente "Five myths about Facebook".