Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem continuo a analisar as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II, muitas delas comparativamente aos restantes países alvo da investigação.
Apesar de pouco mais de 50% das crianças e jovens Portugueses usarem a Internet diariamente, colocando-os abaixo da média europeia no que toca ao uso quotidiano da Internet, a verdade é que as nossas crianças possuem um número de competências online acima da média dos jovens europeus. Na realidade, melhor que os portugueses, só os Finlandeses, Eslovenos, Holandeses, Estónios, Eslovacos, Suecos e Noruegueses. Mas a percentagem que usa a Internet diariamente nestes países é substancialmente superior (entre os 70 e os 90%). Tendo em linha de conta que, como ilustra o gráfico, quanto mais se usa a Internet, maior é o número de competências, o caminho para obtermos um melhor resultado é fácil de adivinhar: apoiar, estimular e incentivar o maior uso da Internet.
A este nível, são particularmente relevantes as implicações políticas referidas no relatório:
Veja aqui os restantes itens analisados:
Na sequência da publicação anterior, este é o nono mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
Mais competências está associado a mais, e não a menos, risco – porque mais uso leva a mais competências, mais competências leva a mais oportunidades, e oportunidades estão associadas a risco. Uma das razões porque as oportunidades e os riscos estão ligados é porque as crianças devem explorar e encontrar algum risco para aprenderem e ganhar resiliência. Outra é que explorar para informação ou divertimento leva a riscos inesperados porque o ambiente online não é concebido com os interesses da criança em mente (demasiados pop-up’s, por exemplo). Mas mais competências podem reduzir o dano que algumas crianças experienciam do risco online.
Tendo a concordar. Ensinar mais competências digitais não reduz o risco, mas podem como refere o texto, reduzir o dano que algumas crianças experienciam do risco online. Numa abordagem pela positiva, prefiro: Incentive, apoie e estimule a aquisição de competências digitais pelos seus filhos, pois elas poderão reduzir o dano resultante de riscos online.
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Na sequência da publicação anterior, este é o terceiro mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
Com 38% das crianças entre os 9 e os 12 anos a terem um perfil numa rede social, é claro que os limites de idade não funcionam. Uma vez que muitos utilizadores abaixo dessa idade se registaram com uma idade falsa, mesmo que o fornecedor desenvolvesse definições de segurança e privacidade à medida das crianças mais jovens, eles não as conseguiriam identificar. Alguns jovens utilizadores de redes sociais têm perfis públicos que exibem informações pessoais e alguns contactam pessoas com quem não se encontraram. Deverão os fornecedores fortalecer as suas protecções? Ou livrar-se completamente dos limites de idade?
Não me parece que seja um mito. A minha percepção é que a maioria das pessoas têm a noção do limite etário das redes sociais e da facilidade com que pode ser ultrapassado, concordando neste aspecto com o que é referido. A minha percepção também é a de que muitos jovens – e adultos também – têm os seus perfis públicos. Muitas vezes sem o saberem. As duas questões que os estudo coloca são actualmente alvo de debate. O que me parece relevante e a dica que deixo é: Não se abstraia da vida online das suas crianças e jovens. De facto, os filhos precisam de pais online e offline. Crie um perfil nas redes sociais em que os seus filhos participam. As redes sociais podem ser uma excelente “ferramenta auxiliar de diagnóstico”. Convide, incentive, apoie e estimule os seus restantes familiares a fazerem o mesmo. Hoje em dia, a família deve ser família, online e offline. E se acha que os seus filhos ainda são demasiado pequenos para terem um perfil numa rede social, porque não começar por uma rede social para crianças – especificamente desenvolvida para menores de 13 anos de idade - ou por uma rede social familiar?
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Os comentários são bem vindos.
Na sequência da publicação anterior, este é o segundo mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
No mês passado, apenas um em cada cinco usou um site de partilha de ficheiros ou criou um avatar e metade desse número escreveu um blog. As actividades criativas são mais raras entre as crianças mais jovens. Embora as redes sociais tornem mais fácil disponibilizar conteúdos, a maioria das crianças usa a Internet para aceder a conteúdos já feitos, produzidos em massa.
Apesar de não ver os sites de partilha de ficheiros e a criação de avatars como os melhores exemplos no domínio da criação de conteúdos, ao contrário do que acontece com um blog, tendo a concordar com este mito. De facto, os media sociais potenciam a criação de conteúdos, mas a maioria – sejam, crianças, jovens ou adultos – é mais consumidor ou replicador de conteúdos do que criador. Desta forma, não potenciamos o real valor dos media sociais. Assim, o que me parece relevante e a dica que lhe deixo é: Apoie, incentive e estimule nas suas crianças e jovens o desenvolvimento de actividades criativas online. Só assim elas conseguirão maximizar o potencial positivo da Internet. Por exemplo, incentivar e estimular a escrita de um blog sobre um tema ou actividade que lhes seja querida, a ilustração do mesmo com desenhos, fotografias, vídeos da sua autoria. Um desafio: crie um blog familiar com os seus filhos, sobrinhos, netos. Se for professor, crie um blog com as suas turmas para acompanhar a disciplina que lecciona. E se as questões de segurança são uma preocupação, faça o blog privado ou acessível apenas por convite. E depois pode associá-lo a uma conta no Twitter, no Facebook, no YouTube, etc.
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Os comentários são bem vindos.
Na sequência da publicação anterior, este é o primeiro mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
Tem-se exagerado ao dizer que as crianças sabem mais que os seus pais – apenas 36 por cento dos jovens dos 9 aos 16 anos dizem que é verdade que “eu sei mais sobre a Internet que os meus pais” – 31 por cento disseram “um pouco verdade”, e dois em três entre os 9-10 anos de idade dizem “não é verdade”. Falar de nativos digitais obscurece a necessidade de apoiar as crianças no desenvolvimento de competências digitais.
Nas muitas acções de sensibilização/formação em que participo como formador/orador um pouco por todo o país, costumo perguntar “quem percebe mais de computadores e de Internet?”. A esmagadora maioria das vezes, são os filhos. Assim, a minha percepção não corresponde à do estudo. Na minha experiência, esta é uma verdade e não um mito. É sobretudo verdade em meios sócio-económicos mais desfavorecidos, meios rurais e para jovens adolescentes. É mais mito, em meios urbanos, meios sócio-económicos mais favorecidos e crianças mais pequenas (menores de 10 anos).
O que me parece um mito é dizer-se que a diferença entre as competências digitais entre adultos e crianças tende a esbater-se com o tempo. Poderá pensar-se que há medida que as gerações mais novas se tornam pais, essas diferenças esbater-se-ão. Mas isso faz sentido numa realidade estática. Não nos podemos esquecer que as tecnologias estão em permanente evolução e aquilo que hoje é o último grito, amanhã não é novidade. A novidade será outra coisa qualquer. Por outro lado, acho que as crianças têm uma maior elasticidade mental que lhes permite adaptarem-se com mais facilidade e ficaram mais competentes mais rapidamente que os adultos. Resumindo, quando os pais aprendem a acertar o relógio do vídeo, o importante e relevante é aprenderem a fazer uma coisa qualquer no iPad.
Mas a mensagem essencial que me parece ser necessário passar (e que se vislumbra no texto) é que os adultos – pais, encarregados de educação, irmãos mais velhos, tios, avós, professores e educadores – possuem competências (digitais ou não digitais, não me parece relevante) que as crianças e os jovens ou não possuem ou não têm tão desenvolvidas. Nesse sentido, o seu apoio é essencial para que as crianças e os jovens possam adquirir e desenvolver as suas competências digitais. E o inverso também é verdade. Assim, a dica que deixo é: Usem os computadores e a Internet com as vossas crianças e jovens: ambos têm coisas para ensinar e a aprender.
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Subscreva a Newsletter
[MiudosSegurosNa.Net]
crianças(33)
#umacoisaboa(31)
dia por uma internet mais segura(29)
semana por uma internet mais segura(29)
riscos(25)
segurança(25)
eukidsonline(20)
internet(17)
jovens(15)
ligações do dia(14)
links do dia(14)
online(14)
mitos(13)
eu(12)
kids(12)
criança(11)
privacidade(9)