Na sequência do caso de Amanda Todd, no Canadá, em finais de 2012 a Irlanda foi abalada por dois casos amplamente noticiados e que davam conta do suicídio de duas jovens adolescentes, Ciara Pugsley (15 anos) e Erin Gallagher (13 anos), alegadamente vítimas de cyberbullying no site Ask.FM, um site também muito frequentado por jovens portugueses.
Como a generalidade dos irlandeses, também a equipa da Fuzion, uma agência de marketing, relações públicas e design, sediada em Cork, se sentiu devastada pelos factos. Como se lê no blog da empresa, estas jovens, que deviam estar a usufruir os melhores anos da sua vida, tomaram a decisão trágica de por termo às suas vidas em resultado de serem vítimas de cyberbullying.
"Como é que as poderosas ferramentas de medias sociais de que nós amamos e com as quais gostamos de trabalhar todos os dias podem causar tantos danos às nossas crianças e jovens e vulneráveis", perguntam, acrescentando que, "na verdade os media sociais não são os responsáveis".
No entanto, infelizmente, como refere o blog, "os media sociais fornecem aos agressores (que reconheça-se, sempre existiram) mais munições (...) para agredirem à distância e muitas vezes com um certo grau de anonimato". Mas a parte verdadeiramente importante desta entrada no blog vem a seguir: "Por isso temos a responsabilidade de nos chegarmos à frente e de irmos mais longe do que nunca para nos certificarmos que o bullying é destacado e que os agressores sejam detidos e expostos".
Pais & Professores
"Já não chega alegarmos ignorância e descartar o Facebook e outras plataformas de media sociais como sendo algo para os jovens. Já não chega proibirmos os nossos filhos de usar tais plataformas - elas usá-las-ão de todo o modo", acrescentam.
"Para proteger as nossas crianças mais vulneráveis, precisamos de mergulhar, aprender e compreender como estas plataformas de media sociais úteis e poderosas, e descobrir os riscos e fazer planos que estes possam ser geridos e minimizados".
E para o efeito, a equipa da Fuzion, refere e sugere que "temos o dever de mostrar aos nossos filhos como:
A equipa da Fuzion acrescenta ainda que "a maioria das plataformas de medias sociais fornecem mecanismos adequados para se lidar com o bullying. Por exemplo, o Facebook tem orientações, funcionalidades e procedimentos bastante extensos - aprenda quais são e como funcionam".
"Se os nossos filhos se estiverem a afogar, têm de saber como se salvar e têm de saber quando pedir ajudar", acrescentam.
"Em memória da Erin e da Ciara, pelos seus pais, amigos e famíliares, temos o dever de assumir as nossas responsabilidades e ajudar a fazer deste novo e excitante mundo um bom local para todos os jovens".
Para isso, a equipa da Fuzion não se limitou a escrever esta mensagem. "Para desempenharmos o nosso papel, a equipa de Desing da Fuzion preparou um cartaz simples para ajudar as crianças a usufruir dos media sociais de uma forma adequado e para fornecer alguma assistência para lidar com situações inadequadas ou de bullying, caso ocorram".
Pela utilidade deste cartaz, o Projecto MiudosSegurosNa.Net, associou-se à iniciativa. Assim, obtivémos autorização para o traduzir, publicar e distribuir. Começámos por o disponibilizar no Facebook onde já atingimos mais de 1200 partilhas! Assim, tal como a equipa de design da Fuzion, encorajamo-lo a fazer obter o cartaz e a partilhá-lo com as suas crianças e jovens, colocando perto do seu computador em casa, na cantina, sala de convívio, ou na biblioteca da escola, na sala de aula, ou ainda na zona dos computadores da sua biblioteca ou espaço Internet.
Para um ficheiro pronto a imprimir, envie um email para safebook@miudossegurosna.net.
DIZ - a alguém o que se está a passar
DESAMIGA - a pessoa que está a causar o problema
BLOQUEIA - a pessoa que está a causar o problema
DENUNCIA - a pessoa que está a causar o abuso
Vamos parar o bullying...
Na sua edição nº 338, de Setembro de 2012, a revista Proteste publica um artigo “Bullying – Tolerância Zero”, relativo a um estudo que levado a efeito com o objetivo de “caraterizar o bullying na escola (através de adultos, sobre a experiência no passado) e nos contextos de trabalho (mobbing) e internet (cyberbullying). O questionário foi enviado a Novembro de 2011 “a uma amostra representativa da população portuguesa, entre os 18 e os 64 anos” dos quais se obtiveram 1240 questionários válidos.
Relativamente ao cyberbullying, o artigo fornece alguns números e informações interessantes. Segundo o estudo da DECO/Proteste, “nos últimos 12 meses, os números variam entre 5 a 10 por cento.”
Relativamente à forma de que se reveste o cyberbullying, o artigo acrescenta que, “regra geral, a estratégia dos agressores é escrever frases replicadas em redes sociais (…) ou mensagens de remetentes desconhecidos, com a intenção de intimidar o ‘alvo’, e provocam medo, preocupação e desconforto”.
Sobre a forma como as vítimas tentam enfrentar o cyberbullying, o artigo refere, que “bloquear o ‘provocador’ da conta de e-mail, do blog ou do sítio na Net é a medida mais recorrente (39%)”, acrescentando que “também há quem não faça nada (21%), informe a polícia (10%), mude a palavra-chave ou endereço de e-mail (9%) ou deixe de visitar o sítio na Net ou o blog (só 1 por cento)”.
À semelhança do que é indicado por outros estudos, por vezes, os agressores também já foram vítimas. “Alguns inquiridos reconheceram ter enviado mensagens para enfurecer ou gozar com alguém ou escrever um ‘post’ no Facebook ou outras redes com esse objetivo.” O artigo acrescenta ainda que “cerca de 43% baseiam esta atitude no facto de não gostarem de fornecer dados completos na Net e 17% por puro divertimento.” A concluir, o artigo refere que “quase 9% referem não ter pensado nas consequências destas atitudes, explicando o comportamento com base no puro divertimento (17%), por imitação (7%) ou por ciúmes (8 por cento).”
No artigo “Bullying, Cyberbullying e Mobbing” abordo outros resultados deste inquérito que atestam a importância de estudantes, pais e encarregados de educação, educadores e professores e restante comunidade educativa participarem, preenchendo ou divulgando o inquérito que o Projecto MiudosSegurosNa.Net se encontra a promover: “Como as Escolas Lidam Com o Bullying, Cyberbullying e Outros Comportamentos Anti-Sociais”.
Agradeço-lhe desde já a sua colaboração, divulgando ou preenchendo este inquérito destinado a saber como as escolas obtêm, registam e gerem queixas de alunos, pais, professores e pessoal escolar, relativamente ao bullying, cyberbullying e outros comportamentos anti-sociais.
Cursos Europeus de Formação sobre Cyberbullying para Pais e Formadores
À medida que testemunhamos a rápida expansão tecnológica da geração "sempre online", também verificamos como as novas capacidades de comunicação, anónimas, instantâneas e de longo alcance, têm dado origem a novas dimensões da problemática da proteção de crianças, tais como o bullying. De facto, o bullying não é um fenómeno novo; no entanto, os modos pelos quais ele se concretiza estão sempre a mudar. Pesquisas recentes confirmam que o cyberbullying é uma ameaça substancial para as escolas.
O projecto CyberTraining para Pais, financiando pela comunidade europeia, oferece cursos para formadores e pais tendo em conta, de modo especial, a tomada de medidas contra o cyberbullying. Numa primeira parte do projeto delinearam-se os cursos e realizaram-se, com sucesso, cursos-piloto em cada um dos países parceiros. Numa segunda parte, os cursos de formação irão oferecer uma introdução aos conceitos básicos dos novos media e os mais recentes resultados das pesquisas sobre o cyberbullying. Além disso, procurarão dotar os pais com conhecimentos e estratégias sobre como lidar com o cyberbullying, o que incluirá apresentações baseadas em evidência teórica, exercícios práticos e discussões reflexivas.
Em cada um dos países parceiros, serão promovidos três cursos presenciais para formadores de pais. Cada um dos cursos terá a duração de um dia (7 horas) com um número máximo de 15 formandos. Os cursos dirigem-se preferencialmente a formadores com alguma experiência na área das TIC, dos novos media e / ou sobre bullying e violência escolar. A participação é gratuita.
Em Portugal, a formação será realizada nas seguintes datas e local:
Além dos cursos presenciais de formação, haverá dois cursos moderados on-line para os formadores. Cada curso on-line estará disponível para 20 participantes. O curso será projetado para um período de 3 semanas, dependendo do ritmo de trabalho dos participantes (que deverão reservar entre 6 a 8 horas para o curso). Será, também lançado, ainda no mês de Maio, um curso de auto-dirigido online, que estará aberto, gratuitamente, a todos os interessados.
Mais informações sobre os cursos de formação, bem como sobre a inscrição, estarão disponíveis no site do CyberTraining-4-Parents: http://cybertraining4parents.org
O Projeto CyberTraining-4-Parents foi co-financiado pelo Programa Grundtvig / Aprendizagem ao Longo da Vida da Comissão Europeia e executado pelo Centro de Investigação em Educação da Universidade de Koblenz-Landau (Alemanha), Klicksafe - Media Authority of Rhineland-Palatinate (Alemanha), Centro Anti-Bullying, do Trinity College, Dublin (Irlanda), Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (Portugal), BarneVakten - Crianças e Média (Noruega), Universidade Aberta de Israel e Infoart (Bulgária).
Contactos para informações e inscrição:
Prof. João Amado. Email: joaoamado@fpce.uc.pt
Na sequência da publicação anterior, este é o quinto mito referido no relatório do projecto EuKidsOnline.
A maioria (60 por cento) dos agressores – online ou offline – já foram eles próprios vítimas de agressões por terceiros e 40 por cento dos agressores online já foram agredidos online. Mas aqueles que já agrediram e foram agredidos online, tendem a ser psicologicamente mais vulneráveis, sugerindo um ciclo vicioso de comportamento que prejudica tanto a vítima quanto o agressor.
Aqui discordo. Os bullies, são mesmo vilões. O facto da maioria ou grande parte dos agressores – online ou offline - já terem sido vítimas de outros agressores não pode servir de desculpa para as suas acções indesculpáveis. Do mesmo modo que o facto de muitos abusadores sexuais já terem sido, eles próprios, vítima de abuso, não pode servir de atenuante, acho que o mesmo se aplica ao bullying. Seja online ou offline. O ciclo vicioso a que o texto alude não é mito. É uma realidade. E é uma realidade que não se combater com compreensão, mas com tolerância zero. Se há algo que tal deve despertar em nós, não é compreensão, mas despertar-nos para a próxima dica que lhe deixo: Seja intolerante com o bullying: as vítimas de hoje podem ser os agressores de amanhã. Só assim conseguiremos quebrar o ciclo vicioso a que alude o texto.
Veja a análise dos restantes mitos, seguindo as ligações abaixo:
Na sequência do programa da BBC "Panorama: Children's Fight Club", transmitido no passado dia 30 de Julho e que pode ser visto seguindo o link anterior, escrevi o post "Crianças, Lutas e Internet". No entanto, passou-me despercebida a notícia da SkyNews sob o título "Teachers Want YouTube Shut Down". O Tek de ontem noticiou o assunto sob o título "Associação britânica de professores exige encerramento de YouTube e MySpace".
Ontem, Domingo, 29 de Julho de 2007, a SkyNews noticiou que centenas de vídeos mostrando lutas brutais entre crianças estão a ser disponibilizados na Internet em resultado da falta de policiamento. Segundo a investigação referida pela SkyNews, imagens mostrando crianças a partir dos 11 e 12 anos a esmurrar e pontapear as suas vítimas são disponibilizadas regularmente em sites muito populares no domínio da partilha de vídeos. Subscreva a Newsletter
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