Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem continuo a analisar as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II, muitas delas comparativamente aos restantes países alvo da investigação.
Segundo o relatório, “a exposição de crianças a conteúdos sexuais online aparenta ser maior nos países Nórdicos e alguns países de Leste”. Por outro lado, as crianças/jovens reportam menor exposição a este tipo de conteúdos nos países do Sul da Europa e em países predominantemente Católicos. Este é caso de Portugal, em que apenas 13% das crianças/jovens afirmam ter visto imagens sexuais em websites. Com valores inferiores, apenas 7 países: Chipre, Reino Unido, Irlanda, Hungria, Espanha, Itália e Alemanha.
Curiosamente, é superior o número de crianças/jovens Portugueses que afirma ter visto ou enviado mensagens de cariz sexual. Em Portugal a percentagem é de 15%. Com valores inferiores, são já onze os países e 14 os países com valores superiores.
No entanto, Portugal faz parte de um grupo de 6 países – Roménia, Bélgica, Polónia, Turquia, Reino Unido e Alemanha - em que a percentagem de crianças/jovens que afirma já ter visto ou recebido mensagens de cariz sexual é superior ao número de crianças/jovens que afirmam ter visto imagens sexuais em websites.
Como refere o relatório, os dados da investigação não suportam o pânico moral que por vezes rodeia a questão do acesso de crianças e jovens a conteúdos sexuais online.
Veja aqui os restantes itens analisados:
Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem continuo a analisar as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II.
O projecto EuKidsOnline já havia publicado um documento específico relativo a participação das crianças e dos jovens em redes sociais. O documento está disponível online e merece ser cruzado com os dados deste relatório final.
Em Portugal, o Facebook é a rede social dominante entre as crianças e jovens com idades compreendidas entre os 9 e os 16 anos de idade. No entanto, enquanto 38% das crianças entre os 9 e os 12 anos têm um perfil numa rede social, essa percentagem aumenta para os 78% no jovens entre os 13 e os 16 anos de idade.
No que toca às crianças entre os 9 e os 12 anos com perfil em redes sociais, apenas 9 países apresentam percentagens inferiores à de Portugal. São eles Turquia (37%), Bulgária (36%), Irlanda (35%), Itália (34%), Grécia (33%), Roménia (29%), Espanha (28%), Alemanha (27%) e França (25%). Com percentagens mais elevadas encontram-se 15 países.
Tendo em linha de conta que, como referi no artigo “7 Redes Sociais Para Crianças”, a idade mínima para se usar o Facebook - e a maioria das redes sociais - é de 13 anos, não surpreende que recentemente o Jornal de Notícias tenha noticiado: “Pais Mentem na Idade dos Filhos no Facebook”.
No que toca aos jovens entre 13 e os 16 anos com perfil em redes sociais, 6 dos 9 países acima referidos apresentam percentagens inferiores à de Portugal. As excepções são França e Irlanda (82%) e Espanha (81%).
Veja aqui os restantes itens analisados:
Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem continuo a analisar as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II, muitas delas comparativamente aos restantes países alvo da investigação.
Apesar de pouco mais de 50% das crianças e jovens Portugueses usarem a Internet diariamente, colocando-os abaixo da média europeia no que toca ao uso quotidiano da Internet, a verdade é que as nossas crianças possuem um número de competências online acima da média dos jovens europeus. Na realidade, melhor que os portugueses, só os Finlandeses, Eslovenos, Holandeses, Estónios, Eslovacos, Suecos e Noruegueses. Mas a percentagem que usa a Internet diariamente nestes países é substancialmente superior (entre os 70 e os 90%). Tendo em linha de conta que, como ilustra o gráfico, quanto mais se usa a Internet, maior é o número de competências, o caminho para obtermos um melhor resultado é fácil de adivinhar: apoiar, estimular e incentivar o maior uso da Internet.
A este nível, são particularmente relevantes as implicações políticas referidas no relatório:
Veja aqui os restantes itens analisados:
Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem continuo a analisar as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II.
Como o gráfico ilustra, riscos e oportunidades andam de mão dada. Mas existem diferenças significativas de país para país relativamente à percepção das crianças/jovens. Nesse sentido, o relatório agrupou os países em quatro grupos distintos:
A este nível, apesar tudo ainda ficamos bem na fotografia. No entanto, o gráfico mostra o trabalho que temos pela frente no sentido de nos aproximarmos da Letónia e da Grécia ao nível da maximização das oportunidades e da Turquia e da Bélgica ao nível da minimização dos riscos.
Veja aqui os restantes itens analisados:
Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem continuo a analisar as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II, muitas delas comparativamente aos restantes países alvo da investigação.
Portugal é do países onde os pais cujos filhos usam a Internet, são aqueles que menos usam a Internet numa base diária (pouco mais de 30%). Com piores resultados, só a Roménia e a Turquia. Apesar dos filhos usarem mais a Internet numa base diária que os pais (acima dos 50%), os resultados ainda são fracos. Apenas a Irlanda, a Áustria e a Turquia têm menos crianças/jovens a aceder à Internet.
Estes dados são sobretudo preocupantes à luz de uma das conclusões do estudo: quanto mais os pais estiverem online, mais poderão mediar de uma forma eficaz o uso que os seus filhos fazem da Internet. Perante este panorama, justificam-se as “10 Recomendações de Segurança na Internet” que fiz recentemente.
Veja aqui os restantes itens analisados:
Na sequência da mensagem anterior, com esta mensagem sublinho as referências relativas a Portugal contidas no relatório final do projecto EuKidsOnline II.
Apenas 46% dos lares portugueses dispõem de uma ligação de banda larga à Internet. Este dado coloca-nos na cauda da Europa. Apenas Bulgária, Grécia, Itália, Roménia e Turquia apresentam menores taxas de penetração da banda larga.
O PIB per capita Português poderá justificar parcialmente esta posição, mas não totalmente. Pelo lado da justificação temos os casos da Bulgária, Roménia e Turquia que apresentam taxas de penetração da banda larga e PIB per capita inferiores ao Português. No entanto, países como a Polónia e a Hungria, com PIB per capita inferior ao Português apresentam taxas de penetração de banda larga superiores, se bem que ao mesmo nível de Portugal (ambos com 51%). Acresce ainda que países como a Estónia e a Lituânia, apesar de PIB per capita inferiores ao Português, apresentam igualmente taxas de penetração da banda larga superiores à portuguesa (62% e 50%).
Todavia, importa sublinhar que em Portugal existem dados diferentes. O relatório anual de 2010 do Bareme Internet da Marktest contabilizava 2 034 mil lares em Portugal Continental que acedem à internet em banda larga, um número que representa 58.0% do universo de lares em estudo. Diferenças ao nível dos universos estudados podem justificar a diferença, já que o Bareme Internet estuda apenas os residentes em Portugal Continental com 15 e mais anos, deixando de fora as Ilhas e os Continentais com idade inferior aos 15 anos. Já segundo o Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2010, do Instituto Nacional de Estatística, em 2010, 50% dos agregados domésticos em Portugal tinham acesso à Internet em banda larga. Estes dados já se aproximam mais da investigação do EuKidsOnline e tal pode-se justificar pelo facto deste inquérito ser aplicado a agregados familiares composto por pelo menos um indivíduo entre os 16 e os 74 anos de idade e a recolha para a faixa etária dos 10 aos 15 anos ser efectuada de dois em dois anos.
A terminar, acredito que a posição relativa de Portugal se pode dever a factores como atraso tecnológico no domínio das infra-estruturas nacionais de acesso à Internet e políticas no domínio de preços ao consumidor e programas governamentais de incentivo à adesão à banda larga pelas famílias.
A terminar, acredito que a posição relativa de Portugal se pode dever a factores como atraso tecnológico no domínio das infra-estruturas nacionais de acesso à Internet, políticas no domínio de preços ao consumidor e programas governamentais de incentivo à adesão à banda larga pelas famílias.
Veja aqui os restantes itens analisados:
Como referi nas mensagens anteriores, no passado dia 22 de Setembro, o projecto EuKidsOnline publicou o seu relatório final. Nas próximas mensagens, sublinharei as referências relativas a Portugal contidas no texto, muitas delas comparativamente aos restantes países alvo da investigação.
Veja aqui os itens analisados:
Ao longo dos próximos dias irei acrescentando a análise de mais itens.
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